Perguntas frequentes
As quinze dúvidas que mais aparecem no balcão, respondidas aqui para você chegar sabendo. Nada disso substitui a consulta com oftalmologista nem a prova presencial.
A sua receita
Como eu leio a minha receita?
OD é o olho direito e OE o esquerdo. Onde aparecer PL ou Plano, aquele olho não tem grau naquela medida.
O sinal de menos (−) indica miopia, a dificuldade de enxergar longe. O de mais (+) indica hipermetropia, a dificuldade de enxergar perto. O número é o tamanho do grau: quanto maior, mais forte a correção.
Se as colunas Cilíndrico e Eixo estiverem preenchidas, você tem astigmatismo, corrigido na mesma lente, junto com o resto.
E se aparecer Adição ou ADD, é o grau extra para perto. É ele que indica multifocal.
Por quanto tempo a receita vale?
Na prática, entre 6 meses e 1 ano. É uma convenção clínica, não um prazo legal: o que envelhece não é o papel, é o olho. Se nada mudou na sua visão, a receita continua descrevendo você, mas é a reavaliação periódica que pega mudança antes de ela incomodar.
A receita já basta para fazer o óculos?
Sozinha, não. Faltam medidas que só existem depois de você escolher a armação: onde o seu olho cai dentro daquele aro e a altura de montagem. Por isso a última medição é sempre presencial, com a armação escolhida no rosto.
Escolhendo a lente
O que é lente multifocal, e quando eu preciso?
É a progressiva: longe, intermediário e perto na mesma lente, sem nenhuma linha visível. Ela atende a presbiopia, ou seja, a vista cansada que costuma aparecer a partir dos 40 anos, quando você começa a afastar o celular para ler.
Se a sua receita tem Adição, é disso que ela está falando.
Quando vale uma lente mais fina?
A partir de mais ou menos 4 graus a borda grossa começa a aparecer e a incomodar. A lente de alto índice entrega o mesmo grau num óculos mais fino e mais bonito, custa mais, e é justamente aí que compensa.
Já para resistência, e não espessura, a escolha é o policarbonato: os fabricantes o descrevem como cerca de 10 vezes mais resistente a impacto e cerca de 30% mais leve que o acrílico comum. É o indicado para criança, esporte e armação sem aro, aquela parafusada.
Que tratamentos existem, e para que serve cada um?
Antirreflexo: o que mais se percebe no dia a dia. Você ganha contraste, o farol à noite para de virar estrela, e quem olha para você vê os seus olhos em vez de dois brilhos brancos.
Proteção UV: o menos negociável. O ultravioleta é cumulativo e está associado a catarata e a lesão de retina, e você não sente UV: não há desconforto que avise. Vale o ano todo, inclusive em dia nublado.
Antirrisco: endurece a superfície e aumenta a vida útil. Mas não existe lente à prova de risco, e desconfie de quem prometer: o ganho é de durabilidade, não de imunidade.
Luz azul e filtro para dirigir à noite: os dois entregam conforto, em uso longo de tela e no ofuscamento de farol. Conforto, não mais acuidade, e nenhum dos dois é tratamento médico.
Antes de fechar
Lente fotossensível escurece dentro do carro?
Menos do que a céu aberto, e isso não é defeito: ela reage à radiação ultravioleta, e o para-brisa já filtra boa parte do UV. Se dirigir é a sua principal queixa de luz, a conversa muda de linha e a gente indica a alternativa certa no atendimento.
Dá para montar multifocal em qualquer armação?
Não. A multifocal precisa de altura de aro suficiente para acomodar longe, intermediário e perto com conforto: aro muito baixo corta a área de leitura. É a primeira coisa que a gente confere junto com a sua receita, antes de você se apaixonar por uma armação que não vai dar.
Os preços do site incluem as lentes?
Não. Onde aparece valor, ele é da armação, sem as lentes. O orçamento da lente sai no atendimento, porque depende da sua receita e do índice e do tratamento que você escolher.
Usando e cuidando
Quanto tempo leva para se acostumar?
A maioria das pessoas se adapta em até 7 dias. Em multifocal, em grau alto ou numa mudança grande de grau, pode chegar a 2 semanas. Leve tontura, dor de cabeça leve e dificuldade de achar o foco nos primeiros dias são normais: é o cérebro recalibrando.
A dica que mais acelera: use o óculos novo continuamente e não alterne com o antigo. Cada volta ao par velho reinicia o processo. É o erro mais comum de todos.
Quando devo desconfiar e voltar?
Se passar de duas semanas sem melhorar, se a tontura for forte, se você enxergar dobrado ou se um olho estiver claramente pior que o outro. Aí não é adaptação: é hora de conferir a montagem e reavaliar a receita. Volte aqui.
Como limpo e conservo o meu óculos?
Água corrente e uma gota de sabão neutro, ou spray próprio para lente, secando com flanela de microfibra limpa. Flanela suja é tão ruim quanto não limpar.
Nunca limpe a seco, nem na barra da camisa. A poeira que está na lente vira lixa e deixa micro-riscos que espalham luz. É a maior causa de lente riscada que a gente vê. Evite também álcool e produto de limpeza doméstico.
E não deixe o óculos no painel do carro: acima de cerca de 80 °C os tratamentos trincam, e essa trinca não tem volta. Guarde em estojo rígido.
Comprando na ease
Preciso de receita para comprar?
Para lente de grau, sim: receita de oftalmologista. As páginas deste site são de orientação e não substituem a consulta nem a avaliação presencial.
Como faço um orçamento?
Mande uma foto da receita no WhatsApp e a gente monta as opções de desenho, índice e tratamento. Valores são informados no atendimento, presencial ou pela conversa.
Posso experimentar a armação antes?
Sim, e é o recomendado: o mesmo número de medida assenta diferente em cada rosto. A loja é em Pinheiros, São Paulo, e a avaliação inclui medição, teste de armação e ajuste.
Não achou a sua pergunta? Pergunte no WhatsApp, respondemos em linguagem de gente, sem empurrar nada.